Os sintomas da doença de Parkinson são decorrentes da falta de dopamina no sistema nervoso central
(SNC). A dopamina é uma substância que ajuda a comunicação entre as células. O tratamento da
doença baseia-se na reposição da dopamina, feita pela administração de Prolopa®, que é a associação
de duas substâncias, a levodopa, um precursor da dopamina, e o cloridrato de benserazida, uma
enzima que tem como função não deixar a levodopa ser transformada em dopamina antes de entrar
no SNC, reduzindo os efeitos colaterais da levodopa.
Assim, ao administrar Prolopa®, administramos um precursor da dopamina que se transforma em
dopamina no cérebro, melhorando os sintomas provocados pela falta de dopamina, mecanismo esse
responsável pela sintomatologia na doença de Parkinson.
Prolopa® comprimidos dispersíveis libera as substâncias ativas mais rapidamente e, portanto, tem o
início do efeito terapêutico mais rápido. O tempo médio estimado para o início da ação terapêutica
de Prolopa® comprimidos dispersíveis é de aproximadamente 15 minutos, quando o medicamento
for ingerido em jejum.
Este medicamento é uma associação das substâncias levodopa e cloridrato de benserazida, indicado
para o tratamento de pacientes com doença de Parkinson.
Prolopa® comprimidos dispersíveis é adequado para pacientes com dificuldades para engolir ou
pacientes que necessitem de um início de efeito terapêutico mais rápido.
Prolopa® não deve ser administrado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à levodopa, à
benserazida ou a qualquer outro componente da formulação.
Prolopa® não deve ser associado a medicamentos antidepressivos da classe dos inibidores não seletivos da
monoaminoxidase (IMAOs), devido ao risco de crise hipertensiva (vide “O que devo saber antes de usar
este medicamento”). Entretanto, inibidores seletivos da MAO-B, como a selegilina e rasagilina, ou inibidores
seletivos da MAO-A, como a moclobemida, não são contraindicados. A combinação de inibidores da MAO-A
e MAO-B é equivalente a IMAOs não seletivos e, portanto, não deve ser administrada concomitantemente com
Prolopa®.
Prolopa® não deve ser administrado a pacientes com doenças não controladas no sistema endócrino
(produtor de hormônios), nos rins e no fígado, problemas cardíacos, doenças psiquiátricas com
componente psicótico (perda de conexão com a realidade), assim como pacientes a glaucoma de ângulo
fechado (aumento da pressão intraocular)
Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres grávidas ou em idade fértil na ausência de
método contraceptivo adequado (vide item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”). Se
ocorrer gravidez durante o tratamento com Prolopa®, o uso do medicamento deve ser descontinuado,
conforme orientação de seu médico. Mães em tratamento com Prolopa® não devem amamentar (vide
item “O que devo saber antes de usar este medicamento? ”).
Este medicamento é contraindicado para menores de 25 anos de idade (o desenvolvimento ósseo
deve estar completo).
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.
Prolopa® deve ser administrado por via oral. Quando possível Prolopa® deve ser tomado no mínimo
30 minutos antes ou 1 hora após as refeições, para que a proteína dos alimentos não interfira na
absorção do medicamento. Efeitos adversos gastrintestinais podem ocorrer principalmente nos
estágios iniciais do tratamento e podem ser controlados, em grande parte, com a ingestão de Prolopa®
com um lanche com pouca proteína (por exemplo, biscoitos) ou líquido, ou com o aumento gradativo
da dose.
Os comprimidos dispersíveis de Prolopa® devem ser dissolvidos em água, em volume
correspondente a ¼ de copo (aproximadamente 25 - 50 ml). Os comprimidos desintegram-se
completamente, produzindo uma suspensão de coloração leitosa, em poucos minutos. Devido à rápida
sedimentação, recomenda-se agitar a suspensão antes de tomá-la. Após preparo da suspensão,
administrá-la em até 30 minutos.
Prolopa® dispersível não deve ser partido ou mastigado.
Posologia
Dose usual: o tratamento com Prolopa® deve ser iniciado gradualmente, e a dose deve ser aumentada
gradativamente até otimização do efeito.
Tratamento inicial: nos estágios iniciais da doença de Parkinson, é recomendável iniciar o
tratamento com ½ comprimido de Prolopa® BD (62,5 mg) ou ¼ de comprimido de Prolopa® de 250
mg (62,5 mg), três a quatro vezes ao dia.
A otimização do efeito em geral é obtida com uma dose diária de Prolopa® correspondente à faixa de 300 -
800 mg de levodopa + 75 - 200 mg de benserazida, dividida em três ou mais administrações. Podem ser
necessárias quatro a seis semanas para se atingir o efeito ideal.
Seu médico o orientará sobre o início do tratamento.
Tratamento de manutenção: a dose média de manutenção é de 1 comprimido de Prolopa® BD ou
½ comprimido de Prolopa® de 250 mg (125 mg), três a seis vezes ao dia, ou seja, de 300 mg a 600
mg de levodopa ao dia. Prolopa® BD ou Prolopa® de 250 mg podem ser substituídos por Prolopa® HBS
ou Prolopa® comprimido dispersível, para otimização do efeito.
Instruções posológicas especiais: seu médico o instruirá sobre a necessidade de ajuste de dose de
Prolopa® ou mesmo de outros medicamentos utilizados concomitantemente, assim como sobre o
procedimento adequado para a migração de tratamento para Prolopa® comprimidos dispersíveis.
Uso em pacientes com insuficiência renal: no caso de insuficiência renal leve ou moderada, não é
necessária a redução de dose.
Uso em pacientes com insuficiência hepática: a segurança e a eficácia de Prolopa® não foram
estabelecidas em pacientes com insuficiência hepática.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.